domingo, 14 de novembro de 2010

Muitas alegrias!

Olá, meu nome é Cynthia e eu sou Bicicletas-bolos-e-outras-alegrias-dependente ( "olá, cynthia, seja bem vinda"-Um côro imaginário). São exatamente três dias. Três dias. Há três dias eu enveredei por esse caminho sem volta. E não vim aqui pra pedir ajuda, porque eu não quero mesmo voltar.

Pra quem não sabe "Bicicletas, bolos e outras alegrias" é o novo disco da absoluta Vanessa da Mata. Eu vim aqui tentar explicar o inexplicável: de como uma pessoa atravessa todo caos de seus dias transformando-o em satisfação com apenas um "play". Sim eu baixei o  "Bicicletas, bolos e outras alegrias" com todas as suas sonoridades loucas, mistas, místicas, convencionais, pós-modernas, únicas a la Vanessa da Mata. Desde então "não consigo ter paz" no melhor sentido que isso possa ter. Uma paz bagunceira, gostosa, traduzida a cada nota me arrebata. Não cometerei a injustiça de destacar faixas, mesmo porque é uma surpresa a cada intervalo de uma pra outra, você pensa: "e agora, o que será que vem por aí?" Cada uma tem um gosto bom e diferente!

Não, eu não consigo parar de escutar( só hoje foram três vezes seguidas). Esse é  tipo de música que desconstroi , bagunça toda a ditadura dos rótulos. Esse disco é musificação da alegria, do bem-viver, do nirvana pessoal. Esse disco é pra "quem não gosta de masoquismos" (ouça e entenda). Piratarias à parte, ouça e deleite-se!

Cynthia Osório

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vida longa à Vakinha!!

Dia desses no twitter, fiz uma super descoberta: Tati Bernardi. Gente, onde eu tava todo esse tempo em que não ouvi falar, nem li nada das linhas e entrelinhas desta super escritora? Pois bem, na verdade eu estou descobrindo a Tati Bernardi e seu jeito descontraído, despretencioso, espontâneo, engraçado e feminino de escrever. Estou limitada aos textos que ela publica no seu SITE , digo limitada no sentido financeiro da palavra... vamos ser francos: não tive grana, ainda, pra comprar nenhum livro dela. Mas isso passa, detalhe bobo... Então como eu dizia o site da Tati é cheio de riquíssima literatura da própria. Até que: a vaquinha.

A Tati ( íntima!) quer escrever mais um livro!! Êba!! Viva os santos protetores dos que querem escrever mais um livro!!! Até que: editora, livraria, anunciante, "2 balas por livro vendido". Tudo que digamos, dificulta, cansa mesmo, a "felicidade" de um escritor! Foi quando me deparei com tal VAQUINHA no twitter pra financiar o livro da Tati Bernardi. Puta Ideia!

Você vai lá, contribui, aparece no livro, segundo ela, como recompensa e paga muito baratinho (se é baratinho ou não você escolhe) pelo futuro dowload de um livro ma-ra-vi-lho-so! A leitura será ultra recompensadora, não tenho dúvidas! Gente isso é a liberdade! Livro (livro bom mesmo) algum sai tão barato! É a liberdade, é a independência de quem sabe e gosta de escrever e de quem gosta de ler! Viva a vaquinha!! Viva a literatura! Viva a vaquinha pró literatura!

Cynthia Osório

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Enquanto isso no Twitosfera...

Uma vez ao assistir uma entrevista do Boni no Roda Viva (o Boni, aquele "ex quase dono da Globo" que sabe tudo de TV), pois bem, o Boni disse uma coisa que me chamou atenção: "a TV não manipula, a Internet manipula", ele disse isso de maneira franca sem querer "puxar a sardinha pro seu lado" ( a TV) e explicou que na Internet diz-se, posta-se, coloca-se o que quiser como quiser,quando quiser.Esse é sentido de manipular: a vulnerabilidade inerente á internet. "Taí" uma verdade: a internet é terra de ninguém, mesmo, ou de todo mundo, acho que assim é melhor, a internet é terra de todo mundo.

Um fenômeno "internético" que vem me chamando a atenção principalmente nesses últimos dias (graças a Deus que são os últimos) de campanha eleitoral é absurda eleição da Marina Silva pra presidência da republica. Chamo de absurdo não a possibilidade de a Marina ser presidente,mas o fato de como isso parece tão real nos resumidos caracteres do twitter. No twitter, não sei se é só no meu, a Marina está eleita! Eu quase pude acreditar! Foi quando lembrei da frasezinha do Boni que comentei anteriormente. Não que o que esteja aparecendo no twitter seja mentira pra enganar( não é esse o sentido, repito) sim, aquelas pessoas todas votarão  na Marina Silva, mas isso aqui no mundo real, do lado de fora do twitter é pouco pra ela ser eleita.

É, o Boni tem razão, a TV, por ser um veículo de massa alcança a opinião pública com mais facilidade e consequentemente é mais difícil haver manipulação de fatos e ideias, sem que a intencionalidade venha a público, na internet, e particularmente no twitter a opinião é sua, pessoal. Cada um diz o que quer e como quer.

Cynthia Osório

terça-feira, 27 de abril de 2010

Marasmo na TV

E pra inaugurar a o blog... Um fato televisivo.

Eu fico a me perguntar: onde vai parar essa novela das oito? Aliás, essa seria uma pergunta até desnecessária por que 'parar' é palavra de ordem ali.
Eu que sou fã incondicional da maneira "manéquica" de escrever textos e situações com a delicadeza e a precisão do cotidiano (ele não perde mesmo nem um detalhe) devo me render à realidade dos fatos: Essa novela não funciona. Vamos às justificativas

Não. Não vou cair no clichê e pôr a culpa na talentosíssima Taís Araújo. As "Helenas" são mesmo cansativas. A meu ver (modesto ver) o fracasso de 'Viver a Vida' nada tem a ver com o elenco.Entrego a 'culpa' nas mãos do Sr. autor que se abstém de escrever cenas novas, de explorar os diversos núcleos. Ele simplesmente reduziu a novela a dois ou três núcleos, sendo um (Luciana) explorado com a mediocridade da repetição,um agua-com-açucar-mais-sem-fim.Algumas boas doses de emoção foram raras.

O que prende o telespectador em frete a TV pra ver uma novela, nesse caso é nada mais que a cruel falta do que fazer. Seja ela por falta de grana da maioria, ou de oportunidade, ou de criatividade pra exercitar o ócio. Pois uma vez que se tenha algo que preencha o tempo , creio eu, seriam poucos os que ficariam pra ver.Essa é uma novela da qual não se espera o próximo acontecimento, pois ele não acontece mesmo, se acontece a dose de entusiasmo é fielmente adulterada. Parece que foi escrita sem esmero, com preguiça. Ah, ainda tem um núcleo de humor-de-novela-das-sete, que de fato faz rir, porém não combina nada com o ar de rotina que as novela de Maneco propõem.

Para além do marasmo das tramas atribuo a culpa à parceria infeliz de Maneco com Jayme Monjardim. O diretor tem um estilo lento de mostrar as coisas que definitivamente não conversa com a idéia cotidiana e rotineira da novela. Ex: a câmera parada, mostrando closes dos prédios do Rio de Janeiro, as músicas de fundo com um ar épico, sombrio, e pra coroar: um céu alaranjado, que tira a alegria do que se vê.

Pronto, falei! Essa foi a parte cruel da coisa.
Mesmo assim, o texto de Maneco (quando lembra que tem uma novela das oito pra escrever), continua só emoção e autenticidade, não há outro igual.

Cynthia Osório